
Eu d
ecolando em Leopoldina com o brinquedo
Como prometido, posto então as minhas impressões sobre o Astral 6 , novo LTF 2 da Swing . Não custa lembrar que, como as impressões postadas sobre o Mistral 5, esse post tem por objetivo listar aquilo que pessoalmente considerei importante para que cada um possa formar seu juízo de valor a respeito do parapente. Reitero que seria bom ver mais pilotos fazendo a mesma coisa.
APARÊNCIA, MATERIAL E ACABAMENTO:
O Astral 6 é um parapente completamente diferente da grande maioria dos LTF 2/ EN C. Com um enorme arqueamento e um alongamento superior a todos os outros LTF 2 e a maioria dos LTF 2-3 lembra o shape de velas mais avançadas e performáticas. Devo confessar que quando vi a primeira foto do proto, imaginei que por algum engano tivesse recebido a foto do WRC, competition da Swing. Naquele momento não poderia imaginar que a Swing tivesse já em fase final de testes uma vela com aquela configuração para substituir o Astral 5.
O novo design de cores da Swing agrada pela sobriedade e estética.
Os tecidos do Astral 6 são mais leves do que os do seu antecessor. A Swing usou tecido de 41 g/m² no extradorso e 35 g/m² no intradorso. No Astral 5, o tecido era 44 g/m² no extra e no intradorso. Ao que parece, os ganhos de segurança e performance com tecidos mais leves fazem com que a regra no projeto de novos parapentes seja a busca por tecidos mais leves e de boa qualidade.
No acabamento nenhuma novidade, o que é excelente: manteve-se o padrão "Swing" de qualidade o que é sinônimo de excelente acabamento. O Mistral 5 já era uma vela muito bem acabada e o Astral 5 que eu tive em mãos até chegar o 6 também era.
DECOLAGEM:
6.4 de A/R! É muito.
A expectativa gerada por uma vela muito mais alongada dos que seus concorrentes da mesma classe foi grande. Devo confessar que imaginei uma decolagem muito mais dificil do que é de fato. Trata-se na verdade de uma vela dócil na decolagem. Guarda as características que pude admirar no Mistral 5 e no Astral 5 de decolagem sem sobressaltos. Obviamente, não decola como uma vela 1, mas ainda assim é muito fácil de decolar. Se fosse definir em uma só palavra a decolagem do Astral 6 diria que ela é antes de qualquer outra coisa intuitiva.
O Ari Rosa do ES, também amarradão com o seu Astral 6.
O VOO:
6.4 de A/R! É muito. (2)
À primeira vista, é impossível não imaginar como se comporta uma vela com homologação LTF 2 e alongamento superior a imensa maioria dos 2-3. Também impossível não supor que a vela tenha reações diferentes das de uma vela LTF 2 "normal". As suposições e temores caem por terra no primeiro voo. A primeira e mais óbvia constatação é a de que a vela é extremamente performática. Voa muito! Rápida sem ser desajeitada em térmicas. Aliás, sobe surpreendentemente fácil.
Os comandos são mais macios do que os de um Astral 5 ou Mistral 5. Os cursos de freios são longos e relativamente tolerantes.
Até o momento tenho aproximadas 10 horas de voo com o brinquedo e ainda não tomei nenhum colapso no qual pudesse avaliar as reações da vela pós colapso. Mas devo afirmar que até agora nenhuma reação da vela me pareceu ser mais exigente do que devem ser as reações de um LTF 2.
O planeio da vela é surpreendente, assim como a velocidade. Notícias pipocam dando conta de que a vela anda voando mais do que velas de categorias superiores, fato que pude atestar em algumas ocasiões.
Homologada a vela, não restou nehum traço do grande arqueamento e o enorme alongamento - 6.4 de A/R! É muito (3), a não ser na performance e em um pequeno detalhe: as orelhas não se abrem com tanta facilidade como em outras velas da classe. Coisa de vela com 6.4 de A/R!
Esse é o Ricardo de Juiz de Fora, mais um apaixonado pelo brinquedo.RESUMO:
O Astral 6 marca época ao atingir um novo patamar de alongamento e arqueamento para velas de homologação 2. Será certamente referência para os próximos LTF 2 a serem lançados.
Trata-se de uma vela muito bem cuidada em seu projeto e que atingiu objetivos improváveis para velas LTF 2. A Swing divulga um L/D de 9.7 e velocidade final de 53 Km/h, mas a frieza dos números não são competentes para traduzir tudo que esse parapente parece representar em termos de evolução para pilotos "comuns" como eu.
Se você voa em um Astral 6 e quer fazer alguma correção ou incluir alguma outra impressão que tenha passado desapercebido no post, fique a vontade. E se você não voa mas tem interesse em saber mais também fique à vontade.