sexta-feira, 30 de julho de 2010




Soneto de aniversário
Vinicius de Moraes


Passem-se dias, horas, meses, anos

Amadureçam as ilusões da vida

Prossiga ela sempre dividida

Entre compensações e desenganos.


Faça-se a carne mais envilecida

Diminuam os bens, cresçam os danos

Vença o ideal de andar caminhos planos

Melhor que levar tudo de vencida.

Queira-se antes ventura que aventura


À medida que a têmpora embranquece

E fica tenra a fibra que era dura.

E eu te direi: amiga minha, esquece...

Que grande é este amor meu de criatura

Que vê envelhecer e não envelhece. (Rio, 1942)


Texto extraído da antologia "Vinicius de Moraes - Poesia completa e prosa", Editora Nova Aguilar - Rio de Janeiro, 1998, pág. 451.


quarta-feira, 16 de junho de 2010

Brinquedo novo!

Na saída, o sol ainda baixinho no Retiro.
Comprei um bicicleta.


Não que eu estivesse em dúvida sobre casar ou comprar uma. Na verdade, a dúvida que persistia era outra e dizia respeito sobre ter ou não uma atividade além das tantas que já tenho, umas por imposição dos compromissos diários e outras por escolha consciente e voluntária por assim dizer. Resolvi que sim, eu merecia uma magrela! E que o uso que eu deveria fazer dela seria pra ir longe de vez em quando. No último final de semana, fiz minha primeira viagem de verdade no pedal: Juiz de Fora X Leopoldina pela BR 267 totalizando aproximados 95 kms. A Bike é uma mountain bike (Haro flight line 661, 24 marchas, freio a disco) mas minha primeira viagem tinha que ser para leopoldina e o asfalto acabou sendo a escolha mais interessante pois teria o apoio da Karine que viajaria de carro na mesma data.

Total do tempo gasto na viagem: 6 horas

Total pedalando: 4 horas e meia

Conclusões:

-Pedalar até Leopoldina foi show, mas pela BR 267 nunca mais! Sem acostamento, passei vários perrengues com carretas, caminhões, ônibus e carros durante toda a viagem.

-Tô melhor do que imaginei. O plano era chegar em Leopoldina por volta das 16. Cheguei 2 horas e meia antes do planejado.

- Os piores trechos:

Juiz de Fora X Bicas. Subidas fortes, frio pra caramba e corpo ainda frio.

Argirita X Leopoldina. Muitas subidas, e a mente relaxada achando que já tinha chegado.

- O melhor trecho: Guarará x Argirita. Fiz média de 30 km/h em um trecho com algumas boas descidas e o restante plano.

- O plano agora, é descer a Serra dia desses e acha o mar azul de Cabo Frio ao fim da viagem...vamos ver.




segunda-feira, 10 de maio de 2010

Um texto, um estado de espírito. *

Voar de coleira não é legal...




O texto não é meu (imagino que possa ser psicografia do Bacelli.)





"Não se iluda meu amigo
a vida é eterno volver
A roseira decepada voltará a florescer

Olha a semente de trigo encarcerada no chão
Ei-la que em breve ressurge para o milagre do pão

Contempla o incêndio que lavra a floresta voraz
Cai a chuva de mansinho
e a natureza se refaz

A Lagarta
aparentemente morta
transforma-se em bailarina no voo em que se transporta.

Vida e morte
Morte e vida
São estágios naturais da existência que não cessa jamais"


* Que as mudanças que se sucedem na vida tenham sempre o significado natural de estágios necessários. O texto, claro, transmite o meu estado de espírito, diante de mais um estágio livrado e outro que vislumbro, esperançoso, à frente.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Futuro do pretérito.

O verbo Estar no futuro do pretérito me dá uma sensação de coisas que deviam ser e não são. Coisas que não estão no lugar correto no tempo e ou no espaço.
Esse tempo que em verdade me parece meio surreal, parece definir situações imperfeitas ou incompletas.
É exatamente assim que eu me sinto ao lembrar que hoje meu Pai estaria completando 59 anos se ainda estivesse nesse Plano.
O futuro do pretérito...

terça-feira, 2 de março de 2010

Clínica da ABP em Castelo - o que eu vi.


No final de semana passado estive pela segunda vez como Convidado palestrando em uma clínica da ABP. Da primeira, como manda o manual da pressa e correria, cheguei 15 minutos antes da palestra e sai 15 minutos depois. Não tive pois, chance de avaliar o evento.
Dessa vez porém, tive como assistir toda a Clínica e avaliar o tal evento para o qual tinha sido convidado a palestrar.
Vi um evento que não é perfeito, nem livre de falhas, mas que é de longe a melhor iniciativa para formação de pilotos e Instrutores de parapente em curso no Brasil.


Vi um evento em que no mesmo final de semana consegui ouvir o Kurt e o Sivuca falar.

Vi um evento em que o Ary Pradi, da Sol Paragliders, esteve presente durante grande parte do tempo, solícito como sempre, dando uma visão perfeita e muito clara do mercado de Parapentes.

Vi um evento que conta com uma figura única no parapente: O Tuzim. O carisma e a vivência desse cara por si só já me fazem ter a certeza de que o final de semana longe da família valeu a pena.

Vi um evento muito bem conduzido pelo Azeitona, pessoa que parece entender que o dirigente deve ser aquele que, primordialmente, cria mecanismos para que as pessoas cooperem com o máximo que podem.

Vi um evento em que todos os palestrantes se imbuíram daquele entusiasmo típico dos que acreditam no que fazem e falam.

Vi um evento no Espírito Santo, estado pungente que dá exemplos diários para o parapente no Brasil.

Vi e senti um clima de camaradagem muito longe das disputas políticas que muitos imaginam fazer parte de um evento desse porte.

Apesar de eventuais falhas e erros a que todos nós estamos sujeitos quando resolvemos realizar algo pela primeira vez, a Clínica de Pilotos e Instrutores da ABP é a melhor iniciativa para a formação de Pilotos e Instrutores no Brasil e certamente marcará época no futuro como um importante passo no rumo de um esporte mais seguro, íntegro e honesto. Tenho a impressão de que àqueles que participam ou participaram de uma Clínica não ganham somente conhecimento: ganham sobretudo a certeza de que embarcaram no trem da história do parapente no Brasil. É assim que eu me sinto.

E por isso, agradeço.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Verdades e mitos sobre o Voo Livre. Segunda parte.

Enroscaaaaaaaaaaaa!!!


"VOO LIVRE ANTIGAMENTE ERA MELHOR" - MITO
O Voo livre antigamente era um arremedo de esporte; em regra geral as pessoas se jogavam de alguns lugares e, com alguma frequência, isso dava certo. E dava errado muito mais vezes do que se imaginava aceitável. Atualmente, ainda dá errado, mas creiam os amigos: em muito menor proporção do que antigamente.

"VOO LIVRE É ESPORTE COMPETITIVO" - MITO
Voo livre, como qualquer outra atividade, pode ser competitivo ou não.
Decolar no rotor, enroscar naquela bicuda a 50 metros do chão, varar o cizalhamento tomando sacode de todo lado é opção - não deve ser regra para a prática do esporte. As vezes, fica a impressão de que para voar é preciso fazer isso todos os dias. Ou fazer as vezes. Ou fazer ao menos uma vez.
O Voo competitivo em que essas posturas são obrigações que acompanham o piloto, deve se restringir àqueles que treinaram para isso e trazem consigo aquilo que se condicionou chamar de vocação.
Em resumo, se você imagina que será um piloto competitivo saiba que isso não depende só de você. E isso não é experimentação ou palpite. É constatação depois de ver um monte de gente se machucar e outros tantos pararem de voar com dois ou tres anos de esporte ,achando que já viveram tudo que o esporte proporciona.

"EU NÃO POSSO VOAR PORQUE NÃO TENHO TEMPO PARA O ESPORTE" - VERDADE
Se você resolveu voar "sempre que der vontade" ou porque queria um hobby descolado para tirar uma onda, devo dizer que você escolheu o esporte errado. Voo Livre é mais do que um esporte ou um hobby - é um estilo de vida.
Para voar, é preciso gostar de estar na rampa.
É preciso tempo para estar na rampa (nem sempre isso é fácil).
É preciso gostar de conviver com a fauna do voo livre.
Saiba, enfim, que se você escolheu voar isso vai te tomar um tempão. E que esse tempão vai fazer falta para outras atividades. E essa falta pode custar muito caro se você não tiver certeza de que é mais um apaixonado pela brincadeira.


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Os donos da verdade.


Triste mesmo é gente que se acha no direito de ditar comportamentos.
Para esses que não se bastam, é preciso transformar todos em iguais. A diferença faz com que suas inseguranças aflorem e que eles se pareçam com aquilo que realmente são: pequenos na essência.
Preconceito e segregação enfim.

Boa semana a todos!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Fotos do novo Mistral 6

Vem aí o novo Mistral 6 da Swing. As primeiras especulações dão conta de que o brinquedo tem A/R de 6 e manterá a homologação EN B e LTF 1-2 de seu antecessor!!
As fotos indicam que o novo Mistral 6 chega com as características do Astral 6: um novo padrão de arqueamento e alongamento para a classe.
A Ewa Winierska voando no Nepal com o novo Mistral 6. Aspect Ratio: 6 Homologação: LTF 1-2 EN B (a confirmar) !!!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Como nasceu o Vou Livre.

n
O sorriso dos passarins - a imagem que fala e representa esse lugar.



Esse blog completou 2 anos. Alguns leram o início dele . Começou tímido e desprovido de uma identidade, como sinal evidente de um tempo em que o seu criador também procurava se realocar nesse mundo doído e doido. Hoje, se os amigos tiverem a curiosidade de, como dizia o Sr. Humberto meu avô, "passar a vista" no que aqui já foi escrito verão que ele faz o seu caminho. E, por efeito, cria a sua identidade. Para mim que pariu todas as escrivinhações, é surpreendente como as escritas vem sendo o espelho da minha alma que também faz seu caminho novo.


Tres anos antes do nascimento do blog, começou a tomar corpo a atitude que culminou por ser aquela que iria gerar os rascunhos digitais que eu tive e tenho coragem de apresentar aos amigos. Vida louca, em que os valores positivos são tão pouco entendidos; é preciso me voltar para mim mesmo; era isso que eu, dentre outras tantas coisas, pensava em 2005. Era passado um tempo em que foi inevitável o envolvimento com questões que me doiam a alma sinceramente, a revelia de muitos imaginarem que eu buscava usar a miséria alheia como degrau para a ascenção ao panteão dos iludidos com o reconhecimento falso. Como resultado daquele período, tenho a consciência limpa por ter feito o que minhas limitações permitiram ser feito onde me foi permitido fazer. Ao fim do ciclo, começou outro onde o objetivo era o de voltar a viver de forma mais simples, coisa da qual havia sido privado. A simplicidade para mim está em buscar as referências mais conhecidas. E as minhas, felizmente, são baseadas no ser algo de positivo para mim e para aqueles com quem tenho o privilégio de conviver. Sobretudo as tres pessoas a quem eu devo agradecer por ainda estar vivo, lúcido (um pouco) e cheio de curiosidades e anseios para um futuro que a cada dia mais, se revela portador de grandes e importantes realizações: A Ana Clara a Luísa e a KarineMãeMulherIncansável. Como em qualquer mudança, a poeira subiu e as coisas saíram do lugar. Algumas ficaram difíceis de ser encontradas, apesar de haver a certeza de que por mais bagunça que haja, as coisas não desaparecem simplesmente - ao contrário, hão de ser reencontradas no dia em que a gente nem mais imagina. Algumas até o momento continuam sumidas em alguma caixa de papelão que ainda não foi aberta dentro da minha caixola, mas a vida e tudo o que eu já vi e vivi me fazem ter a certeza de que um dia eu acho o que ainda está temporariamente sumido.


Coisas como o voo livre, paixão que de certa forma me faz ser quem eu sou, o espiritualismo aliado sempre a busca por entender o que faz do homem um bicho tão cheio de cores e tons inesperados foi o que passou a mover mais do que nunca minhas entranhas; tão intensamente quanto outras tantas coisas e motivos já me moveram. Afinal, nasci sob um céu que me justifica enquanto inquietude.


Dessa mistura, brotou o estado de espírito para parir esses rascunhos que só a generosidade de alguns explica o fato de ainda existirem.


Cada vez que escrevo algo aqui, me sinto mais responsável por tudo isso enfim. Graças a Deus.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O Swing Astral 6 - minhas impressões.


Eu decolando em Leopoldina com o brinquedo

Como prometido, posto então as minhas impressões sobre o Astral 6 , novo LTF 2 da Swing . Não custa lembrar que, como as impressões postadas sobre o Mistral 5, esse post tem por objetivo listar aquilo que pessoalmente considerei importante para que cada um possa formar seu juízo de valor a respeito do parapente. Reitero que seria bom ver mais pilotos fazendo a mesma coisa.


APARÊNCIA, MATERIAL E ACABAMENTO:
O Astral 6 é um parapente completamente diferente da grande maioria dos LTF 2/ EN C. Com um enorme arqueamento e um alongamento superior a todos os outros LTF 2 e a maioria dos LTF 2-3 lembra o shape de velas mais avançadas e performáticas. Devo confessar que quando vi a primeira foto do proto, imaginei que por algum engano tivesse recebido a foto do WRC, competition da Swing. Naquele momento não poderia imaginar que a Swing tivesse já em fase final de testes uma vela com aquela configuração para substituir o Astral 5.
O novo design de cores da Swing agrada pela sobriedade e estética.
Os tecidos do Astral 6 são mais leves do que os do seu antecessor. A Swing usou tecido de 41 g/m² no extradorso e 35 g/m² no intradorso. No Astral 5, o tecido era 44 g/m² no extra e no intradorso. Ao que parece, os ganhos de segurança e performance com tecidos mais leves fazem com que a regra no projeto de novos parapentes seja a busca por tecidos mais leves e de boa qualidade.
No acabamento nenhuma novidade, o que é excelente: manteve-se o padrão "Swing" de qualidade o que é sinônimo de excelente acabamento. O Mistral 5 já era uma vela muito bem acabada e o Astral 5 que eu tive em mãos até chegar o 6 também era.


DECOLAGEM:
6.4 de A/R! É muito.
A expectativa gerada por uma vela muito mais alongada dos que seus concorrentes da mesma classe foi grande. Devo confessar que imaginei uma decolagem muito mais dificil do que é de fato. Trata-se na verdade de uma vela dócil na decolagem. Guarda as características que pude admirar no Mistral 5 e no Astral 5 de decolagem sem sobressaltos. Obviamente, não decola como uma vela 1, mas ainda assim é muito fácil de decolar. Se fosse definir em uma só palavra a decolagem do Astral 6 diria que ela é antes de qualquer outra coisa intuitiva.



O Ari Rosa do ES, também amarradão com o seu Astral 6.

O VOO:
6.4 de A/R! É muito. (2)
À primeira vista, é impossível não imaginar como se comporta uma vela com homologação LTF 2 e alongamento superior a imensa maioria dos 2-3. Também impossível não supor que a vela tenha reações diferentes das de uma vela LTF 2 "normal". As suposições e temores caem por terra no primeiro voo. A primeira e mais óbvia constatação é a de que a vela é extremamente performática. Voa muito! Rápida sem ser desajeitada em térmicas. Aliás, sobe surpreendentemente fácil.
Os comandos são mais macios do que os de um Astral 5 ou Mistral 5. Os cursos de freios são longos e relativamente tolerantes.
Até o momento tenho aproximadas 10 horas de voo com o brinquedo e ainda não tomei nenhum colapso no qual pudesse avaliar as reações da vela pós colapso. Mas devo afirmar que até agora nenhuma reação da vela me pareceu ser mais exigente do que devem ser as reações de um LTF 2.
O planeio da vela é surpreendente, assim como a velocidade. Notícias pipocam dando conta de que a vela anda voando mais do que velas de categorias superiores, fato que pude atestar em algumas ocasiões.
Homologada a vela, não restou nehum traço do grande arqueamento e o enorme alongamento - 6.4 de A/R! É muito (3), a não ser na performance e em um pequeno detalhe: as orelhas não se abrem com tanta facilidade como em outras velas da classe. Coisa de vela com 6.4 de A/R!


Esse é o Ricardo de Juiz de Fora, mais um apaixonado pelo brinquedo.


RESUMO:
O Astral 6 marca época ao atingir um novo patamar de alongamento e arqueamento para velas de homologação 2. Será certamente referência para os próximos LTF 2 a serem lançados.
Trata-se de uma vela muito bem cuidada em seu projeto e que atingiu objetivos improváveis para velas LTF 2. A Swing divulga um L/D de 9.7 e velocidade final de 53 Km/h, mas a frieza dos números não são competentes para traduzir tudo que esse parapente parece representar em termos de evolução para pilotos "comuns" como eu.
Se você voa em um Astral 6 e quer fazer alguma correção ou incluir alguma outra impressão que tenha passado desapercebido no post, fique a vontade. E se você não voa mas tem interesse em saber mais também fique à vontade.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Verdades e Mitos sobre o Voo livre. Primeira parte.

"VOO LIVRE É UM ESPORTE ARRISCADO" - VERDADE.
Se pendurar num pedaço de pano que fica suspenso por um monte de linhas ao sabor de correntes de ar, certamente é uma atividade de risco. O que as vezes não fica muito claro é que é possível praticar uma atividade de risco com consciência. Gerenciar os riscos. O canto da Sereia é tão forte e convincente que, as vezes, até os próprios pilotos passam a acreditar que são malucos sem nenhum senso de amor ao próprio couro. Ou que devem agir como se fossem. É possível voar de parapente sem se correr risco desnecessários. Para isso é preciso entender que a atividade é inerentemente de riscos.
"VOO LIVRE É UM ESPORTE DEMOCRÁTICO" - MITO.
Um dos mitos mais comuns em que muita gente (inclusive eu) acredita ou acreditou. Voar é, ao contrário, um esporte extremante seletivo. A aptidão para ser piloto de parapente é tão clara como a inaptidão de alguns. Tentar tornar apto aquele que não tem aptidão é um erro que normalmente redunda em risco de vida. Para esses (que tem vontade mas não tem aptidão), existe o voo duplo. Criar a habilidade para pilotar naqueles que já tem aptidão ou avisar ao candidato a futuro piloto que a brincadeira não é para ele - esse é o papel de um bom instrutor.
"VOO LIVRE É UM ESPORTE AMADOR" - MITO.
A estrutura do voo livre hoje é de um esporte profissional. Há centenas de pessoas vivendo do voo livre no Brasil, muitos realizando tarefas com extrema competência. Há que se entender no entanto que a raiz do voo livre é fincada em terras férteis ao empirismo. É preciso não confundir uma atividade profissional com uma atividade que seja alvo de estudos e que deixe, por isso, de ser empírica. O que falta ao voo livre não é profissionalismo: é estudo e método. Organização enfim.
"VOO LIVRE É UM ZOOLÓGICO" - VERDADE.
Provavelmente nenhum outro esporte tem a capacidade de juntar tanta gente diferente em um mesmo lugar com um único objetivo. Desde que haja aptidão e paixão pela brincadeira, pessoas das mais diferentes idades, etnias, classes, gêneros, índoles, temperamentos, crenças e experiências convivem bem.
"VOO LIVRE É COISA DE GENTE DOIDA" - VERDADE.
Dizem que louco é qualquer ser vivo que pisca. Ou ainda aquele que não tem comportamento ditado pelo que a maioria julga razoável. Nesse sentido, somos todos loucos por termos optado pelo indescritível prazer de voar sozinhos e sem motor por horas pendurados por aquele monte de linhas fininhas. Pobre do bicho homem que se imagina feliz e pleno se enquadrando na "normalidade".

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Fragmentos fugazes.

O céu como um mar revolto. Boa metáfora para esse mundo doido.


As vezes, o Mundo é pouco amistoso com quem deseja dar prioridade a valores que não os materiais. É difícil não deixar que o materialismo, que assola tal qual uma Pandemia a humanidade, também nos contagie e nos faça mais uma alma moribunda. Quase tudo conspira a favor do culto ao Ter. A vaidade é celebrada como se fosse uma virtude. Em nome de ser superior e mais poderoso do que o outro, abrimos mão da serenidade e do prazer de viver.


Antídoto contra o materialismo não há - ou eu penso que não. Noto porém, que todas as vezes que a vida se torna pouco simples é quase certo que tenhamos nos esquecido de um troço que minha mãe e pai chamavam de Princípios. Os alicerces morais da vida. O que mesmo que saibamos ser muito raro e as vezes até doloroso desenvolver, fazemos questão de também falar aos nossos filhos. Simplesmente porque (talvez) lá no fundo saibamos que é a única coisa que pode dar um coração sereno.


Somos efeito de nossas escolhas e ações na vida. Para o bem e para o mal. Pedagogicamente, vemos em nós mesmos as consequências das bobagens que fazemos.

As cagadas (que me perdoem o primeiro palavrão em quase dois anos de blog) só não ensinam mais do que a capacidade infinita que temos de nos reeguer na vida. Cair e levantar é a regra natural para seres errantes como todos nós. Mais sublime e humano do que o soerguimento não há.


E o que eu quero dizer com tudo isso? Simplesmente que me nego ao compromisso com as minhas imperfeições.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O Voo Livre e as regras.




A discussão que ultimamente vem tomando conta da Lista Br e das rampas é a respeito do uso indevido de espaço aéreo. Para quem ainda não se inteirou, tudo começou com as congratulações públicas a certo piloto que teria realizado um (bom) voo - no entanto o voador teria invadido espaço aéreo restrito para tal. Surgiram os que defendem o piloto e a natureza "Livre" do voo e outros tantos, que racionalmente, defendem a obediência a uma regra primordial e inquestionável de conduta aérea.

Preliminarmente eu mesmo devo, para o bem da sinceridade, admitir que sempre tive muita dificuldade para entender essa, digamos, "ordem anárquica" que impera na cabeça de grande parte das pessoas que voam de asa e parapente. Talvez por eu não ser assim. Imagino que é preciso ao menos um pouco de organização para todas as coisas na vida. Mas diante de um quadro que inicialmente me pareceu absolutamente inexplicável, de ojeriza a qualquer regra por menor que esta fosse, me senti tentado a entender o que acontece na realidade. Gosto mesmo de gente e tento entender as pessoas sempre que possível...me surpreendi ao constatar que entender esses "malucos" não foi tão difícil assim.

Para tentar explicar esse estado de coisas e idéias, é preciso remontar ao início da história da vontade de voar que assola o ser humano desde que ele olhou pro céu pela primeira vez. Leonardo da Vinci, disse que "um homem equipado com asas pode vencer a resistência do ar, conquistar esse elemento e subir apoiado nele"; para o bem de sua integridade física e da Arte em geral, Da Vinci não tentou provar a sua teoria...
O grande patrono do voo planado é o alemão Otto Lilienthal, que ao longo de 15 anos a partir de 1871 realizou diversos voos (aproximadamente 2000). Foi o primeiro registro de algúem que tenha ganhado altura em um voo planado, restando então a conclusão de que o tal Alemão foi o primeiro a se deparar com uma térmica.
Outros tantos malucos, norte americanos, europeus e até um tal de "Padre voador" Brasileiro se mataram ou se machucaram tentado se jogar de barrancos pelo Mundo a fora no intuito de voar como pássaros.

Depois de muita gente quebrada e aproximadamente 200 que perderam a vida em experimentos exóticos, eis que aparecem os Irmãos Wright e o Santos Dumont. Após o famoso Demoisele de Santos Dumont, em questão de poucas décadas o voo deixou de ser esse sonho maluco, e passou a ter a dimensão de transporte público, ganhando então com isso um monte de Regras e burocracias na medida em que o céu foi se enchendo de aviões. Nas precisas palavras de Cláudio de Moura Castro, o voo virou "O Supremo Império do Não pode". Não havia mais lugar para se voar pelo prazer.

Eis que então, passados muitos anos, os malucos reaparecem com suas traquitanas e começam a se dependurar debaiso de trapézios de uma tal "Asa delta". Alguns anos depois, um médico e um açougueiro/poeta (a falta de formação científica de ambos para o voo diz muito) inventam um tal "para wing" que depois vira parapente.
Estava reestabelecido que era possível voar por prazer! Livre de motores e também do "Império do Não pode"

Somos descendentes ideológicos diretos dos "Incríveis homens e suas máquinas voadoras" do século XIX. Não sei se existe espaço para esses romantismos nesse mundo de urgências e "Gestões de qualidade", mas eu devo confessar que gosto de pensar que sim- deve haver espaços para os românticos.
Não se trata de apologia a qualquer tipo de irregularidade: trata-se sim, de entender que o meio em que nós voadores nos metemos, por força do "DNA ideológico", nos faz frutos das maiores maluquices e esquisitices que já foram realizadas em nome do sonho de voar.




*Referências explícitas ao "MEIO SÉCULO NO LIMIAR DO PERIGO - Memórias de um aventureiro amador", de Claúdio de Moura Castro, um dos melhores e incrivelmente pouco conhecido livro já escrito a respeito de voo livre.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Sobre pais, filhos e riscos.

Foto: Anne Geddes

Dia desses, numa corrida despretensiosa por notícias na internet achei uma (infelizmente não sei onde), de um pai que tirava um retrato por dia do filho desde que esse nasceu. O moleque já devia ter uns 4 ou 5 anos e lá estava um montão de fotos desde que o pirralho ainda era nenenzinho. Fiquei pensando em como isso é meio louco e surreal... Quem não gostaria de ter um instantâneo de cada dia de vida dos filhos? Legal né? Pois é. Também achei. O problema talvez seja o fato de que o mais importante é sempre aquilo que não pode ser organizado ou mensurado.
Como por exemplo registrar a emoção que toma conta da gente quando vemos um filho dar os primeiros passos? Se é possível, eu sinceramente nem imagino como. E, quem sabe, foi o medo de perder a lembrança que fez o tal pai retratista tirar uma foto por dia do filho? Todos somos medrosos assim. Eu em particular me declaro um medroso. Tenho medo de não conseguir repetir dentro de mim as sensações e emoções que me varrem vez ou outra. E é verdade também, que corremos sempre esse risco de viver coisas intensas e fugazes na mesma proporção. Ou de não conseguir organizar essas coisas.


Não sei não, mas suponho que a vida é mais sentir do que organizar as coisas. E assim vamos nos transformando em uma outra pessoa sem que a gente note. A ilusão que faz a gente supor que é possível controlar e organizar as emoções as vezes é necessária para continuar vivendo. Mas não deixa de ser uma ilusão ou pretensão bem pouco plausível.


O mundo muda, a gente muda, os filhos crescem, coisas impossíveis e improváveis acontecem. Impossível organizar ou prever tudo isso. Ou não? :-)

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Os erros de disponibilidade - sobre médicos, erros e voo livre.


Fotos: Hebrom Tebas



Dentre tantas coisas boas e ruins que li ultimamente, um livro em especial me chamou a atenção: trata-se do "Como os médicos pensam", livro do Dr. Jerome Groopman, Oncologista, hematologista e Professor da Faculdade de Medicina de Harvard. O Dr. Groopman escreveu um livro a respeito dos processos cognitivos da clínica médica e seus equívocos. Em resumo trata-se um livro escrito por um médico, para quem não é médico, no intuito de explicar as causas e efeitos dos erros cognitivos que os médicos cometem.

Em determinado momento, o Dr. Groopman fala do que ele chama de "Erro de disponibilidade": na definição do autor, "uma forte tendência a pensar com base em um acontecimento incomum chocante, ocorrido pouco antes, que ganha destaque na mente do médico". Como exemplo, o caso de um médico que se deparou com uma alteração muito comum numa mamografia de uma de suas pacientes, que no entanto, não se encontrava lá no último exame. Decidido, o médico entendeu que, a revelia da ansiedade que isso certamente causaria em sua paciente, ele deveria pedir uma biópsia; de forma sincera então, explicou que precisava se assegurar de que tudo estava normal. A surpresa foi o resultado que detectou um câncer extremamente agressivo e raro.
Diante do quadro, o dilema: Se o caso for apresentado haverá fila de mulheres para fazer biópsia do que quase sempre é um achado sem importância. Caso contrário, perderia-se a oportunidade de estudo de um caso importante e que deveria servir de alerta a outros médicos. O Erro de disponibilidade estaria exatamente em passar a pensar todos os achados semelhantes como se fossem um Câncer agressivo e raro. Não pude deixar de fazer uma analogia da situação com várias situações da vida comum, e, (por que não?) com o voo livre.
Que o voo livre, apesar de ser algo absolutamente apaixonante, machuca e mata cruelmente aqueles que se esquecem disso é fato mais do que sabido. O que talvez ainda não tenha sido percebido é que as discussões acerca de segurança pecam pelo tal Erro de disponibilidade. Para ser claro e direto, o que deve ser considerado em termos de política de segurança não são situações excepcionais e raras mas sim, àquelas com as quais convivemos diariamente. O acidente que teve como causa uma conjunção rara de fatores, pela sua prórpia natureza, dificilmente se repetirá. Ao contrário, os pequenos erros que vez ou outra acontecem sem maiores consequências, continuarão a acontecer e de tempos em tempos matarão alguém.
É preciso parar com o raciocínio de excepcionalidades e nos voltarmos ao que é costumeiro e habitual- isso é o que importa.


O caso do piloto que colide com um Disco voador pode esperar um pouquinho para ser analisado - dificilmente alguém vai encontrar outro OVNI pela frente (se bem que alguns pilotos parecem ter sido abduzidos; mas isso é outra história) Em compensação, os vários casos de gente que decola desengatada, outros tantos tomando fechadas perto do relevo, decolando em condições e/ou voando velas acima de suas capacidades, pousando entre fios elétricos para evitar uma caminhada, esses precisam de atenção urgente - são os que se transformam habitualmente em acidentes.

Moral da história: quando escutarmos barulhos de cascos, pensemos em cavalos - deixemos as zebras e mulas sem cabeça para depois.

Em tempo: As fotos publicadas junto ao texto são todas do amigo Hebrom Tebas, piloto, fotógrafo e messenas das diversões da Serra da Moeda; enfim, o cara joga nas onze!

Mais (excelentes) fotos do Hebrom em http://www.flickr.com/photos/hebromtebas/

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

A mudança que a gente quer...

Ewa Wisnierska decolando ontem 07/02, no Mundial de Parapente no México. A frase no parapente é "SEJA A MUDANÇA QUE VOCÊ DESEJA VER NO MUNDO".

Já escrevi algo sobre isso ou parecido.
No entanto, achei tão legal a foto da Ewa decolando que resolvi escrever de novo.

-Quantos de nós queremos pros outros as mudanças que não conseguimos para nós mesmos?
-Quantos de nós queremos paz no Oriente Médio sem que consigamos ir de casa ao trabalho sem brigar no trânsito?
-Quantos de nós queremos um mundo mais ético, sem que a ética passe a ser coisa imprescindível nas nossas relações?
-Quantos de nós queremos o voo livre mais seguro, mas esquecemos a segurança tão logo a vaidade nos faz o seu chamado?

Dê o seu exemplo!
Seja um que consegue a mudança para si!
Viva em paz - Com você, com os seus queridos, seus amigos, seus colegas de trabalho, seus parceiros de rampa. Esqueça o Oriente Médio!
Só cobre ética dos outros quando você tiver certeza de que você é 100% ético!
Voe com segurança! Vigie a sua vaidade - Não deixe que ela te transforme em mais um maluco desprovido de senso lógico!

De minha parte, prometo me vigiar mais e mais.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

UM PEQUENO ENSAIO SOBRE O SIMPLES E O FÁCIL. OU DE COMO VOAR É SIMPLES

Um monte de gente pendurada nas suas traquitanas...
Chega na rampa; condição legal com vento de 15 km bem de frente; ciclos térmicos definidos com alguns pilotos voando e dando as dicas visuais da condição.
Tira a vela da mochila, checa as linhas e faz o engate da selete e da vela na selete; vai para a rampa, abre a vela, puxa os tirantes "A" de frente para a vela, que sobe bem certinha até ficar acima do piloto que segura um pouco com os freios o eventual avanço do parapente. Vira de frente e pronto! O cara está voando.


Me desculpem aqueles que acham isso complicado: é, ao contrário, muito simples!


O problema é a eventual incapacidade de alguns para diferenciar o simples do fácil.
O Dr.Aurélio, diz que "Simples" é sinônimo de sem dificuldade ou complexidade e que "fácil" é aquilo que se faz ou consegue sem esforço ou se apreende sem custo.
Digo natural e tranquilamente que para mim, o voo livre é simples (não é complexo); entretanto não seria sincera a afirmativa de que o voo livre é fácil (conseguir sem esforço ou se apreender sem custo).
Como a própria vida, o voo livre nos dá mostras irrefutáveis de que o simples nem sempre é fácil de ser aplicado. As vezes, fazemos do simples algo complexo por absoluta incapacidade de fazer o simples direito.


Vamos aprender a colocar o simples em prática ao invés de tentar torna-lo complexo; e entender, humildemente, que fazer o simples é tudo, menos fácil.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Melhores vôos de parapentes até DHV 1-2

Sol Ellus 2 créditos: para2000



Em Maio de 2005, lancei a idéia na lista BR de contabilizarmos os melhores vôos de parapentes até DHV 1-2 no Brasil http://br.groups.yahoo.com/group/parapentebr/message/12576

Polêmicas à parte, restou o registro dos vôos abaixo, como prova inconteste de que é possível fazer excelentes vôos de velas DHV 1 e 1-2. O registro agora está sendo atualizado com mais vôos de parapentes 1 e 1-2 de todas as parte do Brasil e do mundo.



*193km: FERNANDO PRADI DE ELLUS EM PATÚ-RN
*158,25 km: UROS BERGANT VOANDO DE SWING ARCUS 5 NA SLOVENIA EM 12/05/2008
*180 km:FERNANDO PRADI DE ELLUS EM PATÚ-RN
*170 km: FRANK IHA DE SC DE ELLUS EM PATÚ-RN
*132,07 KM: UROS BERGANT DE SWING ARCUS 5 NA SLOVENIA EM 07/08/2008
*131 km : GEORG FELIX DE ELLUS 1 EM ARAXÁ/MG
*118,29 km: UROS BERGANT DE SWING ARCUS 5 NA SLOVENIA EM 14/05/2008
*112km: MARCOS BATURITÉ DO CE DE NOVA X-ACT EM PATÚ-RN
*111,2 km:VITAL DE SANTA RITA DO SAPUCAÍ VOANDO EM GV DE VIBE DA OZONE
*110 km: FRANK IHA DE ELLUS EM OUTUBRO DE 2003 EM PATÚ-RN
*102 km: BRANCO DE ARAXÁ EM ARAXÁ DE NOVA CARBON
*100 Km: RODRIGO ZATZ DE PRIMUS 2 EM BRASÍLIA EM 2006 (entre março e julho de 2006, o Rodrigo Zatz voou mais de 600 km de Primus 2 em Brasília/DF)
*95,34 km:MARCIA REIS EM ANDRADAS DE OZONE/RUSH
*90 km: LISBOA DE APCO PRESTA DHV 1-2 EM SANTA RITA DO SAPUCAÍ
*89km: RODRIGO ZATZ DE PRIMUS 2 EM BRASÍLIA EM 2006 (entre março e julho de 2006, o Rodrigo Zatz voou mais de 600 km de Primus 2 em Brasília/DF)
*88 km: MEXICANO DE OZONE RUSH 2 EM ANDRADAS
*86 km: LUÍS ALVIM EM PIRACAÍBA, DISTRITO DE ARAGUARI, DE SOL YARIS, DIVISA MG/GO
*85 km: RAFAEL SALADINI DE ARAXÁ EM ARAXÁ DE OZONE VIBE
*83 km: MARCELO POTER DE SOL YARIS L EM EM BRASÍLIA-DF
*82 km: RAFAEL DE SOL YARIS XL EM BRASÍLIA-DF
*80 km: LECO DE JUIZ DE FORA DE ARCUS DA SWING EM GV
*80 km: BRUNO DE ARAXÁ DE NOVA CARBON EM ARAXÁ
*80 km: RICARDO DE NOVA ARTAX EM GV
*75 km: RUY PINTO, DE STARLITE DA APCO (AFNOR NÍVEL 1) EM 1993 EM GV
*74 km: ANDRÉ FLEURY DE APCO FIESTA M EM BRASÍLIA-DF EM 2000
*74 km: MARCIO MELO "MACARRÃO" EM BRASÍLIA/DF NOVEMBRO DE 2006
*70,6 km: MAURICIO DE PIRACICABA DECOLANDO DE TORRINHA EM 02 FEVEREIRO DE 2008
*65 km: ROBERTO DANTAS BOBINA DE SOL YARIS EM BRASÍLIA EM 2003
*64 km: GETÚLIO DE ARAXÁ, EM ARAXÁ DE ELLUS
*63 km: JOE DE ELLUS EM ANDRADAS
*62km :MÁRCIO OHARA DE ELLUS EM SANTA TEREZINHA-BA
*60 Km: DANIEL CUNHA DE ELLUS EM ARAXÁ
*58,2 km: MARCELO PIO DE NOVA MAMBOO EM SANTA RITA DO SAPUCAÍ EM JANEIRO DE 2006
*58 km: MÁRCIO MELO DE ELLUS VOANDO EM BRASÍLIA-DF
*56 Km: CLAYTIM, DECOLANDO DA MOEDA DE ELLUS
*55 Km:HEMAN DE JUIZ DE FORA DE NOVA CARBON EM GV
*54 km: BRUNO DE ARAXÁ DE NOVA CARBON EM ARAXÁ
*54 km: RAFAEL SALADINI VIBE DA OZONE EM ARAXÁ
*50 km: DANIEL CUNHA DE ELLUS EM ARAXÁ
*50 km: RODRIGO FRAJOLA SOL-PRYMUS EM GV
*49,9 km: FERNANDO VILELA DECOLANDO DA MOEDA DE ELLUS 2
*49 km: CEZAR DE ANDRADAS SWING ARCUS EM SANTA RITA DO SAPUCAÍ
*47 km: HERCULES DECOLANDO DA MOEDA DE ELLUS
*45 km: NÔ DE CAMBUÍ ELLUS EM SANTA RITA DO SAPUCAÍ
*45 km MARCO ANTONIO ELLUS EM ARAXÁ
*40 km: LISBOA APCO FIESTA (DHV 1) EM SANTA RITA DO SAPUCAÍ-MG
*40 km: VICTORE FILHO NOVA PHELIX EM QUIXADÁ
*40 km: EDU WEISS ADVANCE/ALPHA 3 (DHV 1) EM SANTA RITA DO SAPUCAÍ
*40 km: JOE "MR. M" ELLUS EM GV
*36,2 km: RODRIGO MONTALVÃO DECOLANDO DA MOEDA DE ELLUS 2 EM 25/10/2008
*35,7 km: LAERCIO "FND" DECOLANDO DA MOEDA DE YARIS
*34 km: EU DE SWING MISTRAL 5 NA MOEDA EM 25/04/2008
*30 Km: EU DE SWING MISTRAL 5 EM GOVERNADOR VALADARES EM 13/03/2009
*30 km: FELIPE MÃOZINHA ELLUS EM CAMBUQUIRA
*30 km: SANDRO BODNER (FALECIDO EM VÔO DE ASA)- EM CURITIBA-PR DE ELLUS M
*26 km: EU DE ELLUS 2 EM LEOPOLDINA EM 08/09/2007

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Os melhores parapentes LTF 1-2 na avaliação dos pilotos.

O Mentor da Nova - melhor vela 1-2 para quase 20 % dos que votaram na enquete


Em enquete promovida no paragliding forum http://www.paraglidingforum.com/viewtopic.php?t=16029 os seguintes parapentes foram os 10 mais votados na categoria 1-2 :

Nova / Mentor
19.4%
Gradient / Golden 2
17,7%
Sky Paragliders / Atis 2
6.8%
Ozone / Rush
6.2%
Niviuk / Hook
6.0%
Advance / Epsilon 5
4.1%
Swing / Mistral 4
4.1%
Gin Gliders / Zulu Explorer
3.8%
Windtech / Zephr
3.4%
Skywalk / Chili
3.2%

Até o momento foram contabilizados 468 votos. O Sol Ellus 2 ocupa a 13ª posição.
*Vale lembrar que alguns dos parapentes recém lançados, casos do Sport 4 e do Mistral 5 não constam na enquete por terem sido lançados depois de seu início.

Primeiro parapente homologado a ultrapassar os 9.5 de L/D em teste independente.


O Stratus 7 GS da Swing é o primeiro parapente homologado a ultrapassar os 9.5 de L/D em teste independente realizado pela Revista Gleitschirm Magazine e publicado no site expandingknowledge.com de Jerome Daoust. A vela, lançada no início de 2008, foi também vice-campeã Brasileira 2008 em Belo Horizonte.

O Stratus 7 GS tem velocidade máxima de 54 Km/h de acordo com a fábrica.

Fonte: