quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós!

As vezes demora, mas um dia todo mundo sai do seu ovinho...






"...Num sentido mais amplo, a causalidade ou determinação de um fenômeno é a maneira específica na qual os eventos se relacionam e surgem. Apreender a causalidade de um fenômeno é apreender sua inteligibilidade."



Então tá.



Liberdade, como um valor, pressupõe o conhecimento de que nenhuma ação na vida é livre de seus efeitos. Não existe reação sem uma ação anterior. Nao existe efeito sem uma causa que o preceda. Isso independe do que queremos ou achamos. É uma Lei natural da vida e quem a desconhece não sabe o que é liberdade.



Viver livre (e voar livre também) não significa dizer que estamos imunes aos efeitos de nossas próprias ações. Evocar a liberdade para supor que podemos fazer algo sem que soframos o efeito de nossa ação é absolutamente contrário a naturalidade das coisas e seres. Os que a evocam, são em regra, os que menos idéia fazem do que é ser livre. Confundem liberdade com irresponsabilidade, como se possível fosse não ser responsável pela própria vida. Confundem ser livre com a ilusão de que podem subverter a ordem e o funcionamento do universo todo ao prazer de seus caprichos e vontades.



Nesse momento em que no voo livre e na vida em geral se multiplicam ações que subvertem o valor da liberdade e a delícia de ser livre, permito-me conclamar aos amigos que, como eu conseguem vez ou outra vislumbrar a liberdade, a não se deixarem levar pelas distorções que muitos tentam fantasiar e dar as cores da liberdade. São atormentados que infelizmente ainda não vislumbraram a plenitude de ser livre. Certamente sofrem muito com seus enganos e apesar da roupagem dita "normal" ou corriqueira de suas ações, essas não deixam na essência de representar uma aberração contrária a lógica.



Sejamos o exemplo de liberdade, vivendo com independência moral , emocional e espiritual. Sejamos livres ao nos bastarmos e nos conhecermos o bastante para evitar essas armadilhas.

















































quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Um momento raro.

Há poucas horas, Steve Jobs o criador da Apple, da Pixar e um dos grandes revolucionários do mundo contemporâneo fez seu desenlace. Em alusão, segue o vídeo do famoso discurso de Jobs na Universidade de Stanford na Califórnia.
Trata-se de um dos raros momentos em que pessoas geniais conseguem transmitir sua genialidade a todos nós outros simples mortais.
Apreciem...

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Sobre ministros, rótulos e fé.

que soem as trombetas!



Taí duas coisas sem as quais a humanidade nunca conseguiu viver. Precisamos de rótulos para queimar as pestanas com coisas “mais úteis e importantes” e precisamos de fé em algo, para a gente ir vivendo. A fé, não necessariamente a religiosa , é o que nos move. Se trabalhamos com afinco ou se não trabalhamos, o fazemos em nome da fé. Fé na máxima de que “o trabalho enobrece o homem”. Ou fé na idéia de que o ócio faz bem quando é administrado. Como na decisão entre ser um trabalhador exemplar ou um vagabundo realizado, para tudo na vida é preciso fé.

Dizia o cantor e ex ministro que é bom andar com fé - não costuma falhar. Pela frase, mas sobretudo pela decisão de deixar de ser Ministro, parece um homem sábio.
Muitos de nós assumem a fé religiosa como um preceito norteador da vida. Outros, ao inverso, carregam orgulhosamente o rótulo de Ateu também a nortear a breve passagem nesse planeta.
Ambos me parecem sofrer do mesmo mal: A presunção aguda e, adivinhem, a fé (ela mesma!) em rótulos. E escrevo isso olhando para mim. Sou um cara de fé, inclusive em Deus, o que não quer dizer que não tenha meus momentos de desesperança e de falta de fé. Inclusive em Deus. Pouco provável a existência de alguém para quem caiba o rótulo de crente (e me refiro a Crente como uma pessoa que crê, abstraindo todos os outros significados da palavra) integralmente. Em resumo, não acredito na feliz possibilidade de se ter fé o tempo inteiro, como também é improvável que alguém tenha o infortúnio de viver sempre sem ela. A fé no intangível e no etéreo, assim como todas as outras variáveis da fé, não é uma constante na vida. Até quem não tem fé um dia tem. E até quem tem, experimenta não ter. Eu mesmo acabo de perder mais um pouco a fé na língua portuguesa: descobri que “fé” não tem plural e não é “nome contável”. Humpfff. Grande coisa.

Last, but not least, os rótulos esses malditos.
Como um paradoxo a gritar nos nossos ouvidos, nós rotulamos os outros e nós mesmos apesar de sabermos (ou desconfiarmos) que ninguém cabe dentro de qualquer rótulo. Ninguém tem tanta fé que não tenha seu dia de falta de fé e até quem se diz Ateu tem seu dia de fé no etéreo. Não vivemos sem rótulos mesmo sabendo que eles não servem pra nada...
Então, já que não vivemos sem rótulos e sabemos que eles servem pra nada (ou quase nada), que tal seria se o bicho homem relativizasse um pouquinho a importância deles? Seria bacana se a gente ao menos conseguisse olhar para quem se rotula ou aos outros e ....sorrisse simplesmente.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Dr. Lucas Machado e suas 5.000 horas de voo.

Os bons de braço sempre existirão.
Nos fascinam com sua habilidade singular e a condição de fazer com facilidade aquilo que a maioria não faz com dificuldade.
Um dia, (e esse dia chega para todos os braços) os bons de braço se machucam, ou aparecem braços melhores, ou surgem novas técnicas que otimizam braços nem tão bons assim...
E aqueles que se iludiram com a vaidade de ser o mais habilidoso caem no lugar comum reservado para aqueles que foram habilidosos somente.

Os campeões também sempre hão de haver.
Se sucedem, surgindo e desaparecendo sem que muitas vezes deixem um pedaço significativo de si como marca de sua existência no esporte. Com o ocaso desses campeões, surgem outros que ocupam o lugar daqueles que, por não terem mais os reflexos de antes (ou por terem mais juízo que antes) já não conseguem mais ganhar campeonatos. E o campeão do passado tem seu nome solenemente esquecido quando aparece o próximo ganhador de campeonatos.
E a vida vai dando exemplos da irrelevância das vaidades fugazes e do orgulho desnecessário.

O Dr. Lucas Machado é tudo isso sem que no entanto seja só isso.
É um excelente piloto, e foi competidor que viveu intensamente as competições.
Como excelente piloto, é uma excelente pessoa. Disponível e solícito para todos, desde o top pilot até o preá de primeiro prego (ou de milhares de pregos como eu :- )
Como competidor que foi não será lembrado por troféus ou por colocações, pois suas atitudes certamente serão mais duradouras do que o latão dos troféus que se desgastam em poucos anos.
Ser assim é para poucos.
E os que são assim, felizmente duram mais do que a própria existência: se eternizam na força de seus exemplos.

Que todos nós, nos miremos no exemplo de trajetória do Lucas para tornar as rampas pelo mundo a fora mais agradáveis.

Parabéns Dr. Lucas Machado.
Vc merece cada minuto dessas 5.000 horas voadas e de cada um das outras que ainda serão!


O texto abaixo é do Dr. Lucas Machado e tem como tema suas 5.000 horas de voo. Me permito publica-lo como expressão de rara beleza e poesia no voo livre:


"Vi minhas penas começarem a crescer.Vi como a vida é frágil e a natureza poderosa.Vi como o mundo é pequeno, lá de cima.E como o infinito é grande.
Vi rio, lagoas, represas, mares e cachoeiras.Vi morros, montanhas, serras, picos e cordilheiras.Vi cidades crescerem e matas desaparecerem.Vi pastos, plantações, queimadas e mineradoras.
Vi nuvens crescerem e se dissiparem.Vi brisas e rajadas.Vi raios e ouvi trovoadas.Vi chuvas e tempestades.
Vi minha sombra sobre a nuvem.Vi que ela é contornada por um arco-íris.Vi o azul de um céu de inverno.E a poluição abaixo da inversão.
Vi aves de rapina, condores e urubus-rei.Vi andorinhas copulando em pleno voo.Nunca mais vi uma harpia, nem um lobo-guará.Todos eles me viram.
Vi a Mantiqueira, os Andes, os Alpes e a Canastra.Vi o Pacífico, o Atlântico, o Mediterrâneo e o Índico.Vi o Vale Sagrado e o do Paraopeba.Vi todos os lados da Moeda.
Vi (mais de perto do que devia) cercas, postes, fios, árvores e telhados.Vi helicópteros, balões, ultra-leves e planadores.Acho que eles também me viram.Não vi nada dentro das nuvens.
Vi a consagração de amigos e a resignação de outros.Vi a resiliência de uns e a desistência de outros.Vi os acertos de uns e os equívocos de outros.Vi a paixão de todos.
Vi o avanço tecnológico.Vi que a nossa mentalidade pouco evoluiu.Vi o rendimento de nossas asas aumentarem.Vi a segurança delas se esforçando para melhorar.
Vi a morte de perto, mais de uma vez.Vi reservas abertos e outros que quase abriram.Vi asas quebradas e outras fechadas.Vi o chão rapidamente se afastando e igualmente se aproximando.
Vi o Pepê junto à minha asa.Vi também o Calais e o Paulinho.Vi amigos morrerem e seus filhos nascerem.Vi o choro dos que compartilharam.
Vi que as causas dos acidentes continuam as mesmas.Vi que nós mesmos somos os maiores responsáveis por eles.Vi imprudência, imperícia e negligência.Também vi a sorte sorrir.
Vi o romantismo dos novatos. E a malícia dos veteranos.Vi o arrojo dos jovens. E a cautela dos mais experientes.
Vi isso tudo lá de cima. Onde vejo o que verdadeiramente sou: Um visionário."
Lucas Machado

quinta-feira, 30 de junho de 2011

1 0 2 1 3 2 2 3



Não sou muito chegado a números. Nunca fui. Talvez por isso, tenha me surpreendido quando tive vontade de escrever sobre eles.

O algarismo que dá título a esse post tem uma propriedade única entre os números e raríssima entre as pessoas.


Eu explico.

1 0 2 1 3 2 2 3, além de ser 10 milhões duzentos e treze mil e duzentos e vinte e três, descreve a si prórprio : Um número 0, Dois números 1, Três números 2 e Dois números 3. Dizem que é o único número que tem essa capacidade.
Para os de natureza cartesiana, esse texto se encerra aqui. Uma curiosidade sobre um algarismo somente. Já dá pra contar na mesa do Bar comendo uma pizza com os amigos.

No entanto, como a minha cabeça naturalmente não encerra cartesianismos (por absoluta incompetência eu devo afirmar) me peguei a pensar como essa qualidade também é difícil de ser encontrada nas pessoas. Pessoas que se auto descrevem são raríssimas. Não simplesmente pessoas que em tom confessional adoram falar de si. Destas, o mundo anda cheio. Me refiro àqueles seres especiais que conseguem unir o que representam a uma descrição perfeita de si próprios na leitura de suas ações. Pessoas que são o que são simplesmente.

A essa simplicidade do ser e agir, pode-se dar o nome de plenitude. Ser pleno, nas ações e no que se representa é para pouquíssimos. Para a maioria, basta um bom discurso, boas justificativas e pronto;


Sou honesto, mas preciso jogar o jogo da vida.


Prezo os valores positivos, mas nem sempre é possível ter condição para vive-los.


Esses e outros tantos mantras da vida e da sociedade competitiva encerram, em resumo uma só mensagem: Não sejamos plenos! Contudo, ninguém lembrou de dizer o preço que pagaríamos ao abrir mão da plenitude em nome do pragmatismo.

E por causa disso, cada vez mais gente vive com a impressão de que anda faltando alguma coisa na vida.




quarta-feira, 27 de abril de 2011

João Foiaça, o paragraidista.

Figura exótica de Leopoldina/MG, dissertando acerca de seus voos de "paragraide".
Imperdível!

terça-feira, 12 de abril de 2011

17ª Clínica ABP - Jaraguá do Sul/SC

Acabei de voltar de mais uma clínica da ABP, dessa vez em Jaraguá do Sul/SC. Essa é a quarta clínica que participo como palestrante e a primeira na qual tive a incumbência de ajudar no aspecto pedagógico. Algumas impressões:


- Cada dia de trabalho com o Staff das clínicas reforça em mim a certeza de que estou entre pessoas comprometidas com uma causa em comum. Fantástica a dedicação de todos!


- Azeitona e Tuzim: Duas peças raras a quem o voo de Parapente já deve muito. Poucas vezes vi pessoas tão focadas e afinadas como esses dois.


- Estamos trabalhando para tornar as clínicas cada vez melhores e antender aos anseios da comunidade do parapente no Brasil. Aguardem! Sabemos da responsabilidade que o projeto carrega e tudo o que ele representa. As Clínicas serão cada vez melhores podem ter certeza!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O fiel da balança


Está na revista "Trip" desse mês; e quem sabe não deveria estar em um manual de instrução que acompanhasse todo ser humano?


"Quando estiver na dúvida entre a verdade, a justiça e o amor, fique com o amor. Muitas guerras foram feitas em nome da verdade e da justiça. E não se tem notícias de guerra em nome do amor. Os erros cometidos com o pressuposto da verdade e da justiça são terríveis, mas os erros com pressuposto do amor são benignos"

quarta-feira, 30 de março de 2011

Mais um bom blog.

Leia quando puder se emocionar.

"Para Francisco" é um blog que virou livro e que, de forma muito delicada, trata das relações de uma mãe com seu filho recém-nascido. O Pai, faleceu inesperadamente ao fim da gravidez.

Uma aula de emoção, sensibilidade , poesia e tudo o mais que faz com que a gente se renove e acredite um pouco mais na vida.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Um bom Blog

Pra quem curte competições e o dia a dia de um piloto que vive o Voo Livre como esporte profisisonal e de alto rendimento, sugiro a leitura do blog do Claytim, piloto nativo da Serra da Moeda de quem eu testemunhei parte de seu desenvolvimento e dedicação ao Voo Livre. O Blog é muito bacana e uma leitura muito agradável. Tanto pra quem participa de competições quanto para aqueles que tem curiosidade em saber como funcionam as maiores e mais importantes competições do Mundo.

Para ir ao blog do Claytim, clique aqui

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

17ª Clínica de Pilotos e Instrutores ABP.

Taí o cartaz promocional da 17ª Clínica de Pilotos e Instrutores da ABP , a ser realizada entre os dias 08, 09 e 10 de Abril/2011.
Ccomo projeto em execução, não vejo nada mais útil para o Voo Livre no Brasil do que a Clínica da ABP e acho que quem pode, deve participar de quantas for possível.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O meu Voo Livre

O mundo sob a perspectiva de quem olha de fora. Isso é bacana demais :- )

O meu Voo livre é diferente do voo livre de alguns. O meu voo livre é o prazer de ir pra uma rampa, muitas vezes só pelo prazer de ir pro alto de uma montanha. Voar? É muito bom, mas estar no alto de uma montanha escutando o barulho do vento, vendo os pássaros manobrarem no fluido que me atrai é igualmente gostoso.

O meu Voo Livre me satisfaz muitas vezes com um voo prego daqueles. Em outras, o voozão também me satisfaz igualmente, mesmo que o meu voozão não seja um voozão para os outros.

Pousar num lugarzinho sozinho e conversar comigo mesmo enquanto dobro o paraca. A leveza das endorfinas fazendo efeito enquanto, já no chão, agradeço ao Criador e a vida por ter tido a oportunidade de ver a vida com olhos de quem já voou sentindo a brisa no rosto, ao lado de passarinhos se amalgamando a natureza enfim é o que vale no meu Voo Livre.

Escrever sobre isso e ter a impressão de reviver tudo isso na alma - esse é o meu Voo Livre.

Pouco para alguns, mas é meu!


segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Urgências, importâncias, arquitetos e diferenças. Flagrantes de idéias que saltitam por aí.

Kurt Cobain do Nirvana pouco antes de se matar.
1) Será mesmo que sabemos diferenciar aquilo que é importante daquilo que é urgente?
Coisas importantes nem sempre são urgentes e, geralmente, podem ser substituídas por outras nem tão importantes (mas certamente urgentes), sem que se dê conta do absurdo que isso significa.
2) Trocando umas idéias dia desses, um arquiteto me disse que eu não devia comprar móveis em tom de madeira semelhante àqueles que eu já tinha. Corre-se o risco, dizia ele, de ao tentar igualar a cor acabar por ressaltar a pequena diferença entre as tonalidades.
E eu fiquei pensando em como as pessoas são absurdamente parecidas com móveis! A grande armadilha para quem imagina ser capaz igualar as pessoas é a conclusão de que quanto mais se tenta aproximar as nuances, mais isso acaba por ressaltar as pequenas diferenças que só ficam visíveis quando aproximadas de outros "tons" parecidos.

sexta-feira, 30 de julho de 2010




Soneto de aniversário
Vinicius de Moraes


Passem-se dias, horas, meses, anos

Amadureçam as ilusões da vida

Prossiga ela sempre dividida

Entre compensações e desenganos.


Faça-se a carne mais envilecida

Diminuam os bens, cresçam os danos

Vença o ideal de andar caminhos planos

Melhor que levar tudo de vencida.

Queira-se antes ventura que aventura


À medida que a têmpora embranquece

E fica tenra a fibra que era dura.

E eu te direi: amiga minha, esquece...

Que grande é este amor meu de criatura

Que vê envelhecer e não envelhece. (Rio, 1942)


Texto extraído da antologia "Vinicius de Moraes - Poesia completa e prosa", Editora Nova Aguilar - Rio de Janeiro, 1998, pág. 451.


quarta-feira, 16 de junho de 2010

Brinquedo novo!

Na saída, o sol ainda baixinho no Retiro.
Comprei um bicicleta.


Não que eu estivesse em dúvida sobre casar ou comprar uma. Na verdade, a dúvida que persistia era outra e dizia respeito sobre ter ou não uma atividade além das tantas que já tenho, umas por imposição dos compromissos diários e outras por escolha consciente e voluntária por assim dizer. Resolvi que sim, eu merecia uma magrela! E que o uso que eu deveria fazer dela seria pra ir longe de vez em quando. No último final de semana, fiz minha primeira viagem de verdade no pedal: Juiz de Fora X Leopoldina pela BR 267 totalizando aproximados 95 kms. A Bike é uma mountain bike (Haro flight line 661, 24 marchas, freio a disco) mas minha primeira viagem tinha que ser para leopoldina e o asfalto acabou sendo a escolha mais interessante pois teria o apoio da Karine que viajaria de carro na mesma data.

Total do tempo gasto na viagem: 6 horas

Total pedalando: 4 horas e meia

Conclusões:

-Pedalar até Leopoldina foi show, mas pela BR 267 nunca mais! Sem acostamento, passei vários perrengues com carretas, caminhões, ônibus e carros durante toda a viagem.

-Tô melhor do que imaginei. O plano era chegar em Leopoldina por volta das 16. Cheguei 2 horas e meia antes do planejado.

- Os piores trechos:

Juiz de Fora X Bicas. Subidas fortes, frio pra caramba e corpo ainda frio.

Argirita X Leopoldina. Muitas subidas, e a mente relaxada achando que já tinha chegado.

- O melhor trecho: Guarará x Argirita. Fiz média de 30 km/h em um trecho com algumas boas descidas e o restante plano.

- O plano agora, é descer a Serra dia desses e acha o mar azul de Cabo Frio ao fim da viagem...vamos ver.




segunda-feira, 10 de maio de 2010

Um texto, um estado de espírito. *

Voar de coleira não é legal...




O texto não é meu (imagino que possa ser psicografia do Bacelli.)





"Não se iluda meu amigo
a vida é eterno volver
A roseira decepada voltará a florescer

Olha a semente de trigo encarcerada no chão
Ei-la que em breve ressurge para o milagre do pão

Contempla o incêndio que lavra a floresta voraz
Cai a chuva de mansinho
e a natureza se refaz

A Lagarta
aparentemente morta
transforma-se em bailarina no voo em que se transporta.

Vida e morte
Morte e vida
São estágios naturais da existência que não cessa jamais"


* Que as mudanças que se sucedem na vida tenham sempre o significado natural de estágios necessários. O texto, claro, transmite o meu estado de espírito, diante de mais um estágio livrado e outro que vislumbro, esperançoso, à frente.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Futuro do pretérito.

O verbo Estar no futuro do pretérito me dá uma sensação de coisas que deviam ser e não são. Coisas que não estão no lugar correto no tempo e ou no espaço.
Esse tempo que em verdade me parece meio surreal, parece definir situações imperfeitas ou incompletas.
É exatamente assim que eu me sinto ao lembrar que hoje meu Pai estaria completando 59 anos se ainda estivesse nesse Plano.
O futuro do pretérito...

terça-feira, 2 de março de 2010

Clínica da ABP em Castelo - o que eu vi.


No final de semana passado estive pela segunda vez como Convidado palestrando em uma clínica da ABP. Da primeira, como manda o manual da pressa e correria, cheguei 15 minutos antes da palestra e sai 15 minutos depois. Não tive pois, chance de avaliar o evento.
Dessa vez porém, tive como assistir toda a Clínica e avaliar o tal evento para o qual tinha sido convidado a palestrar.
Vi um evento que não é perfeito, nem livre de falhas, mas que é de longe a melhor iniciativa para formação de pilotos e Instrutores de parapente em curso no Brasil.


Vi um evento em que no mesmo final de semana consegui ouvir o Kurt e o Sivuca falar.

Vi um evento em que o Ary Pradi, da Sol Paragliders, esteve presente durante grande parte do tempo, solícito como sempre, dando uma visão perfeita e muito clara do mercado de Parapentes.

Vi um evento que conta com uma figura única no parapente: O Tuzim. O carisma e a vivência desse cara por si só já me fazem ter a certeza de que o final de semana longe da família valeu a pena.

Vi um evento muito bem conduzido pelo Azeitona, pessoa que parece entender que o dirigente deve ser aquele que, primordialmente, cria mecanismos para que as pessoas cooperem com o máximo que podem.

Vi um evento em que todos os palestrantes se imbuíram daquele entusiasmo típico dos que acreditam no que fazem e falam.

Vi um evento no Espírito Santo, estado pungente que dá exemplos diários para o parapente no Brasil.

Vi e senti um clima de camaradagem muito longe das disputas políticas que muitos imaginam fazer parte de um evento desse porte.

Apesar de eventuais falhas e erros a que todos nós estamos sujeitos quando resolvemos realizar algo pela primeira vez, a Clínica de Pilotos e Instrutores da ABP é a melhor iniciativa para a formação de Pilotos e Instrutores no Brasil e certamente marcará época no futuro como um importante passo no rumo de um esporte mais seguro, íntegro e honesto. Tenho a impressão de que àqueles que participam ou participaram de uma Clínica não ganham somente conhecimento: ganham sobretudo a certeza de que embarcaram no trem da história do parapente no Brasil. É assim que eu me sinto.

E por isso, agradeço.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Verdades e mitos sobre o Voo Livre. Segunda parte.

Enroscaaaaaaaaaaaa!!!


"VOO LIVRE ANTIGAMENTE ERA MELHOR" - MITO
O Voo livre antigamente era um arremedo de esporte; em regra geral as pessoas se jogavam de alguns lugares e, com alguma frequência, isso dava certo. E dava errado muito mais vezes do que se imaginava aceitável. Atualmente, ainda dá errado, mas creiam os amigos: em muito menor proporção do que antigamente.

"VOO LIVRE É ESPORTE COMPETITIVO" - MITO
Voo livre, como qualquer outra atividade, pode ser competitivo ou não.
Decolar no rotor, enroscar naquela bicuda a 50 metros do chão, varar o cizalhamento tomando sacode de todo lado é opção - não deve ser regra para a prática do esporte. As vezes, fica a impressão de que para voar é preciso fazer isso todos os dias. Ou fazer as vezes. Ou fazer ao menos uma vez.
O Voo competitivo em que essas posturas são obrigações que acompanham o piloto, deve se restringir àqueles que treinaram para isso e trazem consigo aquilo que se condicionou chamar de vocação.
Em resumo, se você imagina que será um piloto competitivo saiba que isso não depende só de você. E isso não é experimentação ou palpite. É constatação depois de ver um monte de gente se machucar e outros tantos pararem de voar com dois ou tres anos de esporte ,achando que já viveram tudo que o esporte proporciona.

"EU NÃO POSSO VOAR PORQUE NÃO TENHO TEMPO PARA O ESPORTE" - VERDADE
Se você resolveu voar "sempre que der vontade" ou porque queria um hobby descolado para tirar uma onda, devo dizer que você escolheu o esporte errado. Voo Livre é mais do que um esporte ou um hobby - é um estilo de vida.
Para voar, é preciso gostar de estar na rampa.
É preciso tempo para estar na rampa (nem sempre isso é fácil).
É preciso gostar de conviver com a fauna do voo livre.
Saiba, enfim, que se você escolheu voar isso vai te tomar um tempão. E que esse tempão vai fazer falta para outras atividades. E essa falta pode custar muito caro se você não tiver certeza de que é mais um apaixonado pela brincadeira.


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Os donos da verdade.


Triste mesmo é gente que se acha no direito de ditar comportamentos.
Para esses que não se bastam, é preciso transformar todos em iguais. A diferença faz com que suas inseguranças aflorem e que eles se pareçam com aquilo que realmente são: pequenos na essência.
Preconceito e segregação enfim.

Boa semana a todos!