sábado, 12 de janeiro de 2008

SÉRIE RAMPAS POR AÍ A FORA PARTE I - SANTA RITA DO SAPUCAÍ/MG


Diga lá pessoas!

A partir de hoje, vou dar a minha a visão pessoal sobre o vôo e características de algumas rampas em que tive a oportunidade de voar, a começar pela minha preferida:


SANTA RITA DO SAPUCAÍ/MG - na foto, Santa Rita em um dia de inverno. Junho de 2003, eu acho.


Santa Rita do Sapucaí é uma cidade com aproximados 33.000 habitantes (dados de 2004) no Sul de Minas Gerais. Conhecida por ser um importante pólo de eletrônica, tem sua economia movimentada também pela agropecuária.

A rampa da Serra do paredão é (muito bem diga-se de passagem) administrada pelo CSMVL (Clube Sul mineiro de Vôo livre), clube do qual tive o prazer de ser sócio e onde fiz muitos amigos.

A tal Serra do Paredão é, provavelmente, um contraforte da linha principal da Mantiqueira. A rampa fica a aproximadamente 1400 metros acima do nível do mar com um desnível de 470 metros até o pouso "prego" em São Sebastião da Bela Vista. Aliás, a rampa fica na divisa dos municípios de Santa Rita do Sapucaí e São Sebastião da Bela Vista.


O VÔO - Térmicas fortes com vôos alucinantes sobre o vale dos rios que cortam a região dão a Santa Rita do Sapucaí a condição ideal para o início da prática de vôos de distância. Lá, voa-se grande parte do tempo sobre locais onde é possível pousar o que dá uma segurança maior para àqueles que se aventuram a sair de perto da rampa e dos pousos mais usuais.

Em Santa Rita do Sapucaí, pela primeira vez ultrapassei a barreira dos 3000 metros de altura a partir do nível do mar em vôo. O teto durante a primavera e fim de inverno geralmente é bem alto.

Apesar de carregar a fama de ser uma rampa de vôo seguro e fácil, Santa Rita tem lá os seus mistérios e segredos. Que o digam àqueles que tem o prazer de voar por lá durante todo o ano.

Cuidados extras para quem não está acostumado a decolagem em rampas muito íngremes são aconselháveis. Atenção para o falso vento de frente que costuma entrar pela esquerda da rampa.

A passagem por sobre a Serra para o Pouso no famoso Pesqueiro "To a toa", na minha opinião, só deve ser realizada com uns bons 350 a 400 metros acima da rampa. Já vi alguns catrapos feios de gente que quis passar baixo. O rotor por lá também é bem gordinho e não é difícil que por vezes alcance as proximidades do pesqueiro. Legal mesmo é acompanhar o pessoal local.

No mais, Santa Rita é um paraíso! Vôo gostoso, visual muito legal, pessoas de um astral altíssimo e sempre dispostas a ajudar (sem desmerecer outros tantos, citaria o Maurinho Laraia, o Lisboa, Cebolão, Charleno, Maurão, Martinho e a Margarida do pesqueiro. Pessoas de primeiríssima qualidade!) .

Santa Rita é um local para se conhecer, voar muito, bater bons papos no pesqueiro depois do vôo, fazer ótimas amizades e guardar tudo isso na memória com muitas saudades sempre...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

"Tempo, tempo, tempo, Mano velho..."

Parece que realmente todo mundo vive correndo, com pressa e abrindo mão de coisa importante em detrimento de outras de importância duvidosa;

"Existem dias que, acredito, 24 horas não são suficientes! Teve um dia, a algumas semanas atrás, que saí de casa para trabalhar às 6h30 da manhã e voltei às 23h30! Ou seja, saí antes de minha esposa e meu filho acordarem e voltei quando eles já tinham ido dormir! E quando converso com colegas de profissão vejo que casos como esse não são atípicos mas, às vezes, até correm o risco de se tornar uma regra."
Será que situações como essa narrada acima, cada dia mais comuns, podem ser causa ou efeito de alguma alteração do planeta???
O físico alemão W.O. Schumann acha que sim, e formulou a hipótese denominada Ressonância de Schumann em 1952.
Segue um texto a respeito da hipótese; provável autoria de Leonardo Boff.
Ressonância de Schumann

Autor: Leonardo Boff
Não apenas as pessoas mais idosas mas também jovens fazem a experiência de que tudo está se acelerando excessivamente. Ontem foi Carnaval, dentro de pouco será Páscoa, mais um pouco, Natal. Esse sentimento é ilusório ou tem base real?

Pela ressonância Schumann se procura dar uma explicação. O físico alemão W.O. Schumann constatou em 1952 que a Terra é cercada por um campo eletromagnético poderoso que se forma entre o solo e a parte inferior da ionosfera, cerca de 100km acima de nós. Esse campo possui uma ressonância (dai chamar-se ressonância Schumann), mais ou menos constante, da ordem de 7,83 pulsações por segundo.

Funciona como uma espécie de marca-passo, responsável pelo equilíbrio da biosfera, condição comum de todas as formas de vida. Verificou-se também que todos os vertebrados e o nosso cérebro são dotados da mesma frequência de 7,83 hertz.

Empiricamente fez-se a constatação de que não podemos ser saudáveis fora dessa frequência biológica natural. Sempre que os astronautas, em razão das viagens espaciais, ficavam fora da ressonância Schumann, adoeciam. Mas submetidos à ação de um simulador Schumann recuperavam o equilíbrio e a saúde. Por milhares de anos as batidas do coração da Terra tinham essa freqüência de pulsações e a vida se desenrolava em relativo equilíbrio ecológico. Ocorre que a partir dos anos 80, e de forma mais acentuada a partir dos anos 90, a freqüência passou de 7,83 para 11 e para 13 hertz.

O coração da Terra disparou. Coincidentemente, desequilíbrios ecológicos se fizeram sentir: perturbações climáticas, maior atividade dos vulcões, crescimento de tensões e conflitos no mundo e aumento geral de comportamentos desviantes nas pessoas, entre outros. Devido à aceleração geral, a jornada de 24 horas, na verdade, é somente de 16 horas. Portanto, a percepção de que tudo está passando rápido demais não é ilusória,mas teria base real nesse transtorno da ressonância Schumann.

Gaia, esse superorganismo vivo que é a Mãe Terra, deverá estar buscando formas de retornar a seu equilíbrio natural. E vaiconsegui-lo, mas não sabemos a que preço, a ser pago pela biosfera e pelos seres humanos. Aqui abre-se o espaço para grupos esotéricos e outros futuristas projetarem cenários, ora dramáticos, com catástrofes terríveis, ora esperançadores, como a irrupção da quarta dimensão, pela qual todos seremos mais intuitivos, mais espirituais e mais sintonizados com o biorritmo da Terra.

Não pretendo reforçar esse tipo de leitura. Apenas enfatizo a tese recorrente entre grandes cosmólogos e biólogos de que a Terra é, efetivamente, um superorganismo vivo, de que Terra e humanidade formamos uma única entidade, como os astronautas testemunham de suas naves espaciais. Nós, seres humanos, somos Terra que sente, pensa, ama e venera. Porque somos isso, possuímos a mesma natureza bioelétrica e estamos envoltos pelas mesmas ondas ressonantes Schumann.
Se queremos que a Terra reencontre seu equilíbrio, devemos começar por nós mesmos: fazer tudo sem estresse, com mais serenidade, com mais harmonia, com mais amor, que é uma energia essencialmente harmonizadora. Para isso importa termos coragem de ser anticultura dominante, que nos obriga a ser cada vez mais competitivos e efetivos. Precisamos respirar juntos com a Terra, para conspirar com ela pela paz.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Vou Livre!


Oi pessoas!


Sejam bem vindos (as)!


1-Dizem (e eu acho que é verdade), que quando me perguntavam o que eu seria quando crescesse eu respondia inquestionável : "piloto de avião".

O tempo passou, eu não me tornei um piloto de avião, mas acabei descobrindo um brinquedinho para voar ainda mais agradável : o parapente!



2-Nasci, cresci e vivi toda a minha vida com padrões de comportamento norteados por "ser" ao invés de "ter"; fruto talvez, da Doutrina Espírita que me acompanha desde quando vim para este mundo... o fato é que acabei me tornando mais do que um espírita ou um profissional de Defesa Social; sou um humanista, que não consegue enxergar a vida sob outro aspecto senão àquele a que se refere a vida Humana e suas nuances.


3-Em vias de regra, gosto de gente. As vezes, "gente" me surpreende, me magoa, me deixa alegre, me deixa triste, me emociona. Porém, "gente" sempre me interessa.

Em 1999 fui pai de uma menina pela primeira vez; em 2007 pela segunda.

A se somar minha mulher, minha mãe e minhas duas irmãs, minha família se compõe de 6 seres maravilhosos e misteriosos do gênero feminino além, óbviamente, de mim tentando entender a lógica admiravelmente diferente da minha de todas as 6.



Assim, Vou Livre; e vivo cada vez mais livre de pesos e obrigações que incomodam tanta gente na vida.

Esse espaço nasce com o foco nessas "coisas" tão diversas: Vôo livre de parapente, Humanismo, Espiritualismo e Família.

Em que pese a minha pouca familiaridade com o espaço, faço votos de que algo de útil para alguém possa surgir das "escrivinhações" que vão se seguir.


Paz e saúde a todos nós é o meu sincero desejo!